Germanias

Germanias, contos e narrativas escritos entre os finais de 2010 e o primeiro trimestre de 2011, publicados em Lisboa, pela Chiado Editora, em agosto de 2015, talvez exijam uma palavra de explicação. O livro é testemunho ou expressão da fase mais crítica da minha relação com o país onde vivo há muito, a Alemanha, e sem dúvida tal circunstância está patente em muitas das suas páginas, que se movem em redor do mesmo centro temático, a Alemanha. A ótica da abordagem tanto se aproxima da perspetiva dos estrangeiros residentes no país, portugueses ou outros, como se aventura numa tentativa de captação da alma alemã, com seus mitos e demónios. Os primeiros contos ou narrativas estão muito centrados na visão portuguesa, a qual se vai diluindo sempre mais. O autor foi crítico, não pretendendo ser injusto; recorreu em excesso a trocadilhos, na topografia e nos nomes alemães, tendo consciência disso, mas querendo fazer assim. No todo é inquestionável uma visão desencantada, que não ignora aspetos positivos. O resultado final, esboço de retrato do início da segunda década do século XXI por terras alemãs, vale também como testemunho sociológico e cultural de alguém que não conhece assim tão mal o génio, a história e os paradoxos do mundo germânico.

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